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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

As Fadas de Cottingley


Chegou a hora de desvendar os mistérios da internet! Um agradecimento especial pela sugestão da Nana em apoiar a ideia de por no blog um show de slides intitulado "Pérolas da Internet" onde você, internauta, possa também se entreter neste portal de curiosidades. Ela ainda salientou na sugestão que além de informação, o blog pode também apresentar seus momentos de descontração sem precisar ser ligado a mistérios da internet. Obrigado pela sugestão, já estou vendo onde encaixar esta seção no blog. Boas vindas também ao Tudy, o mais novo membro do Caçador de Mistérios! Segundo seu perfil, ele mora em Portugal, tem 13 anos e já é parte desta família caçadora de mistérios! Seja bem vindo e sinta-se em casa para opinar, sugerir e reclamar também! Vamos ao tema de hoje!

O nosso assunto de hoje é um pouco grande, mas necessário. Comentarei sobre um fato que aconteceu há muito tempo e com a força do boato, se tornou polêmico e foi até considerado verdade. Necessariamente não é um mistério de internet, mas ganhou as mesmas proporções na época e creio que ainda tem pessoas que acreditam na história. Vamos falar das Fadas de Cottingley! Entra em ação o Caçador de Mistérios!

Já falamos sobre um caso de aparição de fadas aqui no blog. Clique nas TAGs "Fada" ou "Fada Morta" na barra lateral para conferir. Mas acontece que em julho de 1918 – época da Primeira Guerra Mundial -, duas meninas em Cottingley, zona rural da Inglaterra, tiraram o que parecia ser a primeira fotografia de fadas autênticas. a foto, que é mostrada acima, foi tirada por Elsie Wright, de 16 anos de idade e mostrava sua prima, Frances Griffiths – 10 anos, sentada na floresta com diversas pessoas minúsculas e aladas voando à sua volta.
O motivo: Frances vivia se perdendo em brincadeiras nos fundos de sua casa e para explicar-se para sua mãe, contou que estava brincando com fadas. Logo sua família começou a caçoar da crença infantil da garota, e foi então que sua prima mais velha, Elsie Wright, resolveu provar a história de Frances. Elsie pegou uma câmera fotográfica emprestada e uma hora depois de se aventurar no vale de Cottingley as primas voltaram para casa com inacreditáveis fotos de fadas!

O pai de Elsie, que revelou o filme, não acreditava em fadas e disse isso às meninas, insinuando delicadamente que elas haviam montado a cena. Mas as meninas insistiram que tinham visto fadas na mata muitas vezes. Um mês depois tiraram uma outra foto, dessa vez de Elsie posando ao lado de um gnomo, como na foto acima.
O pai de Elsie continuou cético, mas a mãe dela falou a respeito da foto com amigas e outras pessoas interessadas pelo sobrenatural.

Alguns anos depois a senhora Wright, mãe de Elsie, envolveu-se com a Sociedade Teosófica, que dava credibilidade a fotos de espíritos e afins. Ao assistir uma palestra em que fadas foram discutidas, ela lembrou-se das fotos e as entregou ao palestrante que tratou de passá-las a Edward Gardner. Ele as tomou a sério, e pediu a ajuda de diversos especialistas. A partir daí a história se espalhou rapidamente, fazendo com que Edward Gardner pedisse ajuda a um dos escritores mais famosos da época - Sir Arthur Conan Doyle (foto acima), criador do célebre detetive Sherlock Holmes e do Professor Challenger, além de ser notável figura no espiritualismo da época. Doyle era um crédulo ingênuo em vários tipos de enganações, picaretagens e fraudes. Ele não só acreditou em todas as sessões espíritas forjadas na época, mas também acreditou nas fadas apresentadas.

Doyle se impressionou muito com as fotos e, mesmo sem ser um perito fotográfico, declarou-as autênticas. Muitos atribuem o grande sucesso das fotos à credibilidade apaixonada que Doyle lhes emprestou, falando sobre como elas provavam que existia um outro mundo espiritual.

Fascinado com a possibilidade de que as fadas fossem reais, Doyle e outras pessoas interessadas consultaram diversos outros especialistas a fim de verificar se as fotografias tinham sido forjadas. Embora alguns tenham comentado que os penteados das fadas pareciam estar absolutamente de acordo com a moda da época, ninguém conseguiu apresentar provas conclusivas de que fosse uma fraude.

Os defensores da autenticidade das imagens concediam que elas poderiam ter sido forjadas, mas deveria ter sido muito complicado e as garotas eram apenas… crianças. Enquanto isto, céticos notavam diversas discrepâncias e detalhes suspeitos, como o detalhe de que Elsie já havia trabalhado em um estúdio fotográfico durante a guerra e talvez pudesse ter forjado as imagens apesar da pouca idade.

Em dezembro de 1919, Doyle publicou um artigo na revista Strand Magazine, intitulado "Fadas Fotografadas - Um Acontecimento que Inaugura uma Nova Era", que provocou um imenso intusiasmo entre os crentes, assim como uma condenação brutal dos céticos. E em 1920 puseram mais lenha na fogueira, quando as meninas tiraram mais três fotografias de fadas.

As provas definitivas da fraude só surgiram mais de meio século depois. Em 1982, o perito fotográfico Geoffrey Crawley analisou o que se acreditavam ser as placas originais das fotografias. Sua conclusão foi simples e irrefutável: a câmera tipo "Midg" com que a primeira e mais famosa imagem, vista acima, teria sido tomada é incapaz de produzir uma fotografia tão nítida. A imagem que todos discutiram por décadas havia sido claramente retocada, e analisando a placa que se dizia ser a original, Crawley pôde indicar mesmo sinais claro de retoque, como a elipse que pode ser vista ao redor do rosto de Frances:

A discussão sobre a autenticidade das fadas de Cottingley prosseguiu feroz durante várias décadas. Por fim, na polêmica das críticas de Crawley, em março de 1983 Elsie e Frances, já idosas, admitiram que as fotos eram uma brincadeira. Fizeram as fadas de papel e usaram alfinetes de chapéu para fixá-las nos galhos das árvores ou no solo. Era de início apenas uma travessura a pregar nos adultos que estavam caçoando das histórias sobre fadas inventadas pela pequena Frances, mas a dimensão que a brincadeira tomou, com o envolvimento de figuras como Doyle, fez com que as garotas não tivessem escolha a não ser "permanecer caladas".

Frances lembrou-se de ter ficado chocada ao ver como algumas pessoas acreditavam nas suas histórias. Afinal, segundo ela, os alfinetes estavam bem visíveis em algumas fotos - mas, ainda assim, ninguém os notou.

Elsie e Frances comentaram o episódio no documentário de 1985, "Arthur C. Clarke’s World Of Strange Powers – Fairies, Phantoms and Fantastic Photographs", que você pode conferir abaixo:


Apesar da confissão, Frances insistiu que há mesmo fadas de verdade em Cottingley. Ou melhor, havia, "agora não há mais". Em 1997 o evento foi transformado em um filme de ficção, "Contos de Fadas: Uma história verdadeira", e em 2004 a fabricante de telefones celulares finlandesa Nokia contratou o fotógrafo inglês Rankin para criar imagens com o aparelho 7610 em homenagem ao evento. Com fadas de papel, claro (imagem abaixo):

Dezenas de fotos teriam sido tiradas pelas garotas, porém a maioria foi descartada por elas mesmas. Presumivelmente mostravam sinais de fraude ainda mais evidentes. Restam hoje apenas quatro além da mais famosa, onde vou mostrar a análise a seguir:

Frances e as Fadas. Foto tomada por Elsie. Máquina fotográfica Midg Quarter a 4 pés, 1/50 segundos; dia ensolarado.

Fotografia Nº 1: A fotografia acima, tirada em julho, mostrava Frances no jardim com uma cachoeira no plano de fundo e um arbusto no primeiro plano. Quatro fadas estão dançando no arbusto. Três têm asas e uma está tocando um instrumento longo parecido com uma flauta. Frances não está olhando para as fadas logo à frente dela, mas parece estar posando para a câmera. Embora a cachoeira esteja borrada, indicando uma velocidade de obturador lenta, as fadas, saltando no ar aparentemente, não estão borradas. Abaixo está um olhar mais detalhado a este quadro:

Fotografia Nº1 (detalhe): Esta fotografia e as quatro que se seguem foram providas pela Fundação Educacional James Randi (imagem do site abaixo). Estas estão enquadradas para mostrar os detalhes importantes claramente.


Fotografia Nº 2: Esta foto, tirada em setembro, mostra Elsie sentada no gramado estendendo sua mão a um gnomo amigável (em torno de um pé de altura com asas) que está pisando adiante sobre a larga bainha da saia dela.

Peritos fotográficos que foram consultados declararam que nenhum dos negativos tinha sido forjado, não havia nenhuma evidência de dupla exposição e que um borrão leve de uma das fadas na fotografia número 1 indicava que a fada estava se movendo durante a exposição de 1/50 ou 1/100 segundos. Eles pareciam não querer entender a explicação mais simples de que as fadas eram recortes de papel fixados nos arbustos, balançando ligeiramente com a brisa. Doyle e outros crentes também não estavam aborrecidos pelo fato de que as asas da fada nunca mostravam borrões de movimento, até mesmo na imagem da fada calmamente posada de pé em pleno ar. Aparentemente asas de fada não funcionam como as asas de um beija-flor.

Quase ninguém pode olhar para estas fotografias hoje e aceitá-las como qualquer coisa a não ser fraudes. A iluminação nas fadas não combina com a das meninas. As figuras das fadas têm uma aparência plana, de recorte. Mas espiritualistas e outros, que preferem um mundo de magia e fantasia, aceitaram as fotografias como evidência genuína para fadas.

Três anos depois, as meninas produziram mais três fotografias, que seguem abaixo:

Fotografia Nº 3: "Francis e a Fada Saltando" mostra um perfil ligeiramente borrado de Frances com a fada alada suspensa em pleno ar bem em frente ao nariz dela. O fundo e a fada NÃO estão borrados. Hmmm…

Fotografia Nº 4: A foto acima mostra uma fada de pé no ar oferecendo uma flor para Elsie. Que coisa mais amigável! Bem, de pé em um galho talvez, já que as imagens da fada estão a uma distância indeterminável da máquina fotográfica.

Fotografia Nº 5: "Fadas e seu Banho de sol" é a única que parece ter sido uma dupla exposição acidental ou deliberada. Sabe, aquelas fotos por acaso.

O mais estranho era que quando as pessoas interessadas procuravam combinar com as meninas para ver as fadas, elas diziam que não podiam fotografar as fadas se qualquer outra pessoa estivesse olhando! Que fadas mais orgulhosas! Ninguém mais poderia fotografar as fadas! Havia só uma testemunha independente, Geoffrey L. Hodson, um escritor Teosofista, que alegou ver as fadas e confirmou as observações das meninas em todos os detalhes.

Mas, vamos voltar à confusão e precipitação do criador de Sherlock Holmes. Arthur Conan Doyle não apenas aceitou estas fotografias como genuínas, ele até escreveu dois panfletos e um livro que atestavam a autenticidade destas fotografias, incluindo muito folclore de fadas adicional. O livro dele, "A Vinda das Fadas" (The Coming of the Fairies), ainda é publicado, e algumas pessoas ainda acreditam que as fotografias são autênticas. Espero que estas pessoas possam ler um dia este artigo no Caçador de Mistérios. Os livros de Doyle são leitura muito interessante até mesmo hoje, mas a convicção de Doyle no espiritualismo convenceu muitas pessoas de que o criador de Sherlock Holmes não era tão brilhante quanto sua criação fictícia. Alguns pensaram que Conan Doyle estava louco, mas ele defendeu a realidade de fadas com toda a evidência que pôde encontrar, se opondo aos argumentos dos descrentes. Agora, o Caçador de Mistérios é quem diz: "Elementar, meu caro Sherlock Holmes!"

Com o passar dos anos persistiu o mistério. Só alguns fanáticos acreditaram que as fotografias eram de fadas reais, mas o mistério dos detalhes de como (e por quê) elas foram feitas continuou fascinando os estudantes sérios de brincadeiras, fraudes e enganações. Quando as meninas (já adultas) foram entrevistadas, suas respostas eram evasivas. Em uma entrevista da BBC em 1975 Elsie disse: "Eu lhe contei que elas são fotografias de invenções de nossa imaginação e é nisso que vou insistir", e insistindo na autenticidade das fotos, Elsie afirmou que "se você pensar seriamente em alguma coisa ela se tornará sólida, real. Acredito que as fadas eram invenção da nossa imaginação".

Em 1977 Fred Gettings tropeçou em evidência importante enquanto trabalhava em um estudo de ilustrações de livro do começo do século XIX. Ele achou desenhos por Claude A. Shepperson no livro infantil de 1915 que as meninas poderiam ter facilmente possuído, e que eram, sem dúvida, os modelos para as fadas que apareceram nas fotografias.

A ilustração acima era para o poema de Alfred Noyes "Um Feitiço para uma Fada" ("A Spell for a Fairy") em Princess Mary’s Gift Book por Claude Shepperson (Hodder e Stoughton, sem data, c. 1914, pág. 101ff). Compare as poses destas figuras com as de três das fadas na Fotografia Nº1. As figuras foram rearranjadas e detalhes dos vestidos foram alterados, mas a origem das poses é inconfundível.

Um fato curioso é que neste livro, uma compilação de contos e poemas para crianças por vários autores, há uma história, "Bimbashi Joyce" por Arthur Conan Doyle! Contudo ele nunca indicou que sabia que a imagem fonte para as fadas em uma das fotografias estava em um livro para o qual ele tinha contribuído.

Hoje, tanto Elsie quanto Frances já faleceram, mas suas fadas de papel permanecerão eternamente como a extraordinária história real de como duas garotinhas puderam enganar o criador do mais famoso detetive do mundo, demonstrando o enorme poder da fé.

Em relação à credulidade de Conan Doyle, Gilbert Keith Chesterton (escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico – isso tudo!) disse:
"Há tempos me parece que a mentalidade de Sir Arthur é muito mais a de Watson que a de Holmes."

Portanto, fechando este caso antigo: Fadas de Cottingley, MENTIRA! Era apenas uma brincadeira com figuras de papel, confessada pelas primas Elsie Wright e Frances Griffiths em 1980. Eu sou Luiz Ramos, o Caçador de Mistérios! Até mais!

Fonte, Imagens e Textos Originais:
Livro "O Manual do Bruxo - Um Dicionário do Mundo Mágico de Harry Potter"
Google Pesquisas
Google Imagens
Ceticismo Aberto
Wikipedia
Fundação Educacional James Randi

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A Fada Morta


Olá visitante do Caçador de Mistérios! Hoje iremos contar um Conto de Fadas, mas não será tão belo como os que já conhecemos. A Fada acima é bem mais horrenda do que nos desenhos. Pois é, simplesmente encontraram uma Fada morta e mumificada na Inglaterra e o caso se tornou secreto até certo momento pela polícia local. É tão convincente que até a polícia se responsabilizou pelo caso. E agora? Será a prova de que existiram ou existem as Fadas? Entra em ação o Caçador de Mistérios com o caso da Fada Morta!

Pesquisadores receberam os restos mortais de uma “Fada”. Isso mesmo, uma “Fada” que foi encontrada por um passeador de cachorros que preferiu não se identificar.
Os restos da Fada são bem “reais”. O corpo foi mumificado e foi recuperado próximo a uma antiga estrada romana em Derbyshire, Inglaterra, por um passeador de cachorros.
Os ossos do minúsculo esqueleto parecem com o de um ser humano, são ocos como os de pássaros, dando a eles uma aparência “leve” e características anatômicas bastante compatíveis com um ser voador, e as asas são muito similares a folhas.

Essa incrível história começou a circular desde abril de 2007 e ganhou a internet com uma velocidade inacreditável!
Várias versões foram criadas para essas fotos. Uma delas conta que essa fada foi encontrada na Inglaterra, outra versão diz que ela foi achada aqui no Brasil! Mas todas as versões têm alguma coisa em comum: o "achado" é o corpo mumificado de uma Fada!

As Fadas, segundo a Wikipédia, são seres mitológicos conhecidos também como sendo as fêmeas dos Elfos. Aqui no ocidente elas ficaram conhecidas através dos contos de fadas! As Fadas "ocidentais" ganharam asas como as da libélula e uma varinha de condão, que elas usam para realizarem seus encantos.

Mas, voltando à descoberta da Fada, quem inventou essa história foi o mágico Dan Baines, na foto abaixo. Em 1º de abril de 2007, Baines publicou a sua descoberta em uma página na web as imagens do que parecia ser os restos de uma Fada real. O mágico mostrava no site que a pequena múmia teria sido recuperado perto de uma antiga estrada Derbyshire, Inglaterra, por um passeador de cachorros que preferiu não se identificar.


Como era de se imaginar, Baines recebeu várias mensagens de crédulos e amantes de Fadas. Para tranqüilizar os leitores aflitos, ele revelou a farsa e vendeu sua cria por 280 dólares em um leilão no Ebay (um tipo de Mercado Livre inglês).
O cara caprichou na sua invenção! Os ossos eram ocos como os de pássaros, além de asas parecidas com folhas! Deve ter dado muito trabalho.

No site (http://epilogue.net/cgi/database/art/list.pl?gallery=20355) podemos ver algumas outras criações no mesmo estilo desse mágico ilusionista.

Atento a você, leitor, que duas das principais regras para se saber se um vídeo ou uma foto misteriosa é real e confiável são:
1 - se o vídeo ou a foto não tem testemunha, a testemunha é duvidosa ou é anônimo não tem valor. Será apenas mais um vídeo na internet.
2 - Se a mesma foto ou vídeo for indicado cem lugares diferentes, é sinal de farsa.

Depois de verificar relatos, coerência e concordância, será observadas as características científicas para se chagar a um laudo.
Bem, como você já sabe, Fada morta e mumificada: MENTIRA! Apenas uma forma de mau gosto de ganhar dinheiro e sustentar fama. Eu sou Luiz Ramos, o Caçador de Mistérios! Até o próximo caso...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Criaturas Estranhas


Olá, internauta! Estamos de novo navegando pela internet a procura de mistérios e coisas até então inexplicáveis. Para você que já é quase um morador deste blog ou está conhecendo-o pela primeira vez, bem-vindo! O tema cabuloso de hoje são as estranhas criaturas que aparecem em fotos pela internet. Na maioria das vezes, são apresentadas em forma de slide no site do YOU TUBE. Basta digitar "criaturas estranhas" e vai aparecer uma vasta lista de vídeos. Hoje, vou falar nessas tais criaturas estranhas, lembrando um pouco do tema "Esqueleto Gigante". Pois é, existe um site (http://fx.worth1000.com/contests/447/archaeological-anomalies-2)que costuma criar montagens sobre animais, arqueologia, objetos e outras coisas mais. O único problema é que as imagens não medem esforços para serem polêmicas. É tudo uma diversão, uma arte digital, uma forma de expressão sem ser ofensiva, mas infelizmente existem pessoas ingênuas que acabam descobrindo estas imagens e crê, logo divulgando ou criando teses. E o pior, existem pessoas aproveitadoras que pegam estas imagens e veiculam como se fossem reais. Chegam até a criar histórias ao redor das imagens. E como a internet é uma "hiperfofoca mundial", se espalha rapidamente e descontroladamente. Uma prova disso é um texto que fiz em 02 de dezembro de 2007 chamado "O HINO DO OTAKU". A versão original e definitiva é esta:

O Hino do Otaku
Liberdade de Expressão

"Otaku não assiste desenho, vê anime;
Otaku não assiste “especiais”, vê OVAS;
Otaku não assiste longa-metragem, vê Movies;

Otaku não tem revistas para meninas, tem shoujos;
Otaku não tem revistas para meninos, tem shounen;

Otaku não usa faca, usa kunai;
Otaku não come macarrão, come rámen;
Otaku não come com pauzinhos, usa hashi;
Otaku não come cachorro-quente, come iakisoba-pan;
Otaku adulto não bebe cerveja, bebe sakê;

Otaku não faz caricatura, faz “CB”;
Otaku não canta karaokê, canta animekê;
Otaku não critica, desabafa na “plaquinha”;
Otaku não tem “Show de Calouros”, tem “Talento Otaku”;

Otaku não se fantasia, faz cosplay;
Otaku não vai a “carnaval”, vai a convenções;

Otaku não tem ilusão, têm objetivos;
Otaku não sonha, faz virar realidade;
Otaku não é maluco, apenas não tem medo de ser feliz;

Otaku não tem trabalho, tem vida paralela;
Otaku não fica desempregado, vira ronin;
Otaku não se cansa, guarda o último golpe para o final;
Otaku não se atrasa, chega no momento crucial;

Otaku não perde, ganha experiência;
Otaku não se machuca, ganha marcas de aventuras;
Otaku não perde a memória, faz novos amigos;
Otaku não envelhece, acumula jutsus;
Otaku não cresce, permanece criança para sempre;

Otaku não morre, vira anime...
Nas mãos de um otaku nada se destrói, tudo se renova... "

Ainda retirei e acrescentei umas frases, mas foi só colocar na internet que o texto viajou o mundo! Após eu criar, rabiscar e refazer, postei o texto foi no Orkut especificamente na comunidade extinta chamada "ANIME SHINTA", de um evento de animação japonesa em Nova Iguaçu/RJ. Inicialmente, era apenas para meus colegas partilharem, mas repassando o texto acabou por ficar espalhado em diversos sites e até sofrer alterações. Felizmente ninguém se intitulou o "criador" do texto, mas eu autorizo a divulgação. Quem dizer dar uma conferida, basta digitar "Hino do Otaku" no Google ou entrar nos sites abaixo:
http://hino.redisu.net/archive/index.php/thread-727.html
http://cafeotaku7.blogspot.com/
http://www.blogger.com/feeds/8699372877985405036/posts/default
http://otomefabi.animespirit.net/
http://familia-anime.forumeiros.com/blog-pessoal-fa-f20/hino-otaku-t1220.htm
http://ronunes.blogspot.com/2009/03/hino-do-otaku-otaku-nao-assiste-desenho.html
http://animeotaku.spaceblog.com.br/p/perfil/
http://mel-uchiha.animespirit.net/jornal/2008/02/29/hino-do-otaku/
http://forum.jogos.uol.com.br/Hino-otaku%5E%5E_t_348196
http://masaruanimes.blogspot.com/2009/01/daew-galera-hehe-so-to-dando-uma-rapida.html

Mas o nosso tema não é esse. Foi apenas para dizer que é fácil espalhar algo pela internet e ganhar repercussão rapidamente. Entra em ação Luiz Ramos, o Caçador de Mistérios com o tema "Criaturas Estranhas".

Todas as imagens abaixo são do site http://fx.worth1000.com/contests/447/archaeological-anomalies-2. A foto do esqueleto já foi postada aqui no tema "Esqueleto Gigante". Porém esta mesma imagem e até o vídeo dos Sons do Inferno foram publicadas no Jornal da Folha Universal como se fossem reais, alertando para o Juízo Final ou comprovando a existência de Golias, o gigante filisteu que Davi derrotou com uma pedrada na testa lançada por uma funda. Lembrando, sou catequista (confira ao lado no meu perfil) e não estou aqui para explicar biblicamente o que é verdade ou não (para temas religiosos, entre no meu blog "Dom de Deus"). Pode ter sido a melhor das intenções dos pastores, mas cairam e acreditaram nas armadilhas da internet. Confira a foto:

Realmente neste site tem muitas fotos interessantese curiosas. Recomendo visitá-lo no intuito de se divertir. Muitas imagens são humorísticas. Mas todas elas são montagens. Veja o Anjo abaixo. Parece com alguém da Bíblia?

Quem dirá a foto de uma fada fossilizada:

E este, seria um mamute congelado?

O ciclope abaixo foi bem convincente:

Uma das maiores descobertas que possivelmente escandalizaria e mudaria a humanidade:

Se descobriram anjos, também descobriram demônios:

Ou o Batman original:

Mais crânios gigantes. E estes dão uma realidade fora do comum. As pessoas fazem um show à parte que define a composição da obra:

A impossível comprovação de que homens viveram junto com dinossauros:

Aos fãs de Harry Potter, aqui está um Centauro legítimo:

E a Arca de Noé, que em seu último relato bíblico fica atracada nos montes de Ararat?

Abaixo, um minotauro, suposto filho do Rei Minos e da Rainha Pasifaé na antiga e mitológica Grécia:

O unicórnio, comprovando as histórias dos primeiros colonizadores do Brasil em suas cartas à Portugal:

O elo perdido, de quem os cientistas procuram freneticamente:

Uma pintura rupestre que retrata e deixa evidências concretas de que a humanidade um dia comparou-se com seres interplanetários, ou os "Deuses Astronautas":

Um embrião fossilizado em uma bolha de seiva ou substância viscosa:

A descoberta lunar que não revelaram ao mundo:

A comprovação da raça dos pigmeus:

Sobrou até para o ancestral de Michael Jackson, que ensinou a conhecida coreografia e posição de mãos que conhecemos nos papiros egípcios:

Bem, o acervo do site é incontável. Gostaria de colocar todas as fotos aqui, mas apenas faria com que a página demorasse mais para ser carregada. Selecionei as mais interessantes. Espero que tenha gostado desta nova matéria. Alguma imagem acima é conhecida? Você já sabe a minha recomendação... Eu sou Luiz Ramos, o Caçador de Mistérios! Até a próxima!
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